10 tendências do varejo brasileiro agora e no pós-pandemia
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10 tendências do varejo brasileiro agora e no pós-pandemia

Redução do atrito na compra, digitalização no ponto de venda, comércio eletrônico, investimento em tecnologias avançadas para prevenção a fraudes e adesão aos novos meios de pagamento: a busca por inovação vem pautando as tendências do varejo brasileiro no último ano.

 

Quando falamos em tendências do varejo para 2021, precisamos partir da transformação no setor acelerada pela pandemia, que refletiu no crescimento do mercado online e na mudança de comportamento dos consumidores.

Isso porque repensar o formato dos negócios e criar alternativas inovadoras frente aos desafios impostos pela crise é fundamental para liderar as transformações digitais no varejo e a recuperação da economia, abrindo novas oportunidades para as relações de consumo.

Segundo a última edição da pesquisa “Transformação Digital no Varejo Brasileiro”, da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o investimento em iniciativas de transformação digital cresceu 87% entre os varejistas brasileiros no último ano. E os resultados já falam por si: 74% aumentaram seu faturamento com vendas.

Foram analisadas as 300 maiores empresas de varejo do país, que destacaram as principais ferramentas de transformação digital, entre elas as soluções em meios de pagamento (94%) e análises de dados no ambiente online (77%).

Neste artigo, apontamos dez insights sobre as tendências que devem dominar o varejo no pós-pandemia. As tendências do varejo foram levantadas a partir da expertise da Conductor, da pesquisa “Transformação Digital no Varejo Brasileiro” mencionada acima e também com base nos reports Retail Trends 2021, da Deloitte, e Pós-NRF 2021, da BTR-Varese

 

Conheça as 10 tendências do varejo brasileiro

1. Digitalização do varejo

De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio varejista no Brasil fechou 2020 com uma alta de 1,2%, e crescimento de 6% na receita nominal.

Parte desse crescimento foi puxado pelo fato de que, entre abril e setembro de 2020, 11,5 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online e, nesse mesmo período, surgiram no país cerca de 150 mil novas lojas virtuais – de pequenos negócios a grandes redes físicas que migraram para a web.

 

2. Pix no varejo

A chegada do Pix (Sistema de Pagamentos Instantâneos do Banco Central) está facilitando e tornando mais acessíveis serviços como a transferência de valores entre pessoas, o pagamento de compras e contas e até o recolhimento de impostos e taxas.

Para o varejo, isso representa uma grande oportunidade durante e no pós-pandemia: o crescimento dos negócios impulsionado pela aquisição e retenção de clientes.

No caso do varejo eletrônico, a grande vantagem do Pix será a otimização dos processos de pagamento, por meio da mecânica simplificada e redução nos prazos de entrega devido à rápida confirmação das transações.

Já no físico, o Pix no varejo pode beneficiar todas as redes ao oferecer um meio de pagamento sem atrito no caixa. O varejo que trabalha com crediário também deve sair ganhando, uma vez que clientes que hoje utilizam apenas cartão de crédito deverão ter mais facilidade em aceitar o novo canal de pagamento da loja.

Além disso, com a liberação da funcionalidade do saque no varejo, haverá maior circulação em loja e mais possibilidades de fidelização.  

 

3. Dados: análise, gestão e personalização

O armazenamento, análise e a gestão organizada de dados continuam sendo os grandes diferenciais tecnológicos do segmento. Saber explorar as informações contidas em seu pool de dados permite que a empresa aprofunde seu conhecimento sobre o perfil de clientes e possa investir em personalizações na experiência do consumidor.

Viabilizada pela gestão de dados, a customização é uma estratégia-chave para a atração de novos clientes e fidelização – seja ela de serviços, produtos ou atendimento.  

De acordo com um estudo realizado pela Applause, empresa especializada em testes de multidões e qualidade digital, 91% dos consumidores estão mais propensos a comprar de empresas que lembram deles e são capazes de oferecer recomendações e ofertas relevantes.

 

4. Varejo frictionless

É cada vez mais claro que o cliente busca conveniência, personalização, agilidade, segurança e facilidade em suas experiências de compra, seja durante a escolha do produto desejado até ao momento do checkout – em ambientes físicos e virtuais.

As novas plataformas precisam identificar o consumidor tanto no ambiente físico quanto virtual, analisando o seu histórico de compras, hábitos e preferências, reduzindo ao máximo o atrito e minimizando a ruptura de venda.

Por isso, cabe aos varejistas olhar a tecnologia como sua grande aliada e entender o seu papel como agente de transformação da experiência de compra, oferecendo aos usuários alternativas livres de atrito como pagamentos por aproximação, soluções de autoatendimento e compras via link de pagamento.

 

5. Novos meios de pagamento visando a inclusão financeira

No início da pandemia, o número de desbancarizados no Brasil caiu 73%, segundo o estudo “Aceleração da inclusão financeira durante a pandemia da Covid-19″, realizado pela Americas Market Intelligence, em parceria com a Mastercard.

Com o aumento da demanda pela utilização de serviços online e o aquecimento do mercado, os setores financeiro e varejista ganharam uma janela de oportunidade para oferecer novos serviços – para além das transações de pagamento – que facilitem o acesso da população a outras formas de transações financeiras e crédito.

A necessidade de maior inclusão financeira da população é vista como uma das tendências do varejo pois permite uma aproximação ainda maior entre loja e cliente, sem mencionar a possibilidade de atração de um novo público.

 

6. “Cliente no centro” e aumento da competitividade

Entre as tendências do varejo, esta não é uma novidade, porém é possível perceber que a intensificação da concorrência fez e faz com que o mercado varejista se oriente cada vez mais em direção ao cliente, repensando toda a experiência em prol de suas necessidades e desejos.

A nova dinâmica que está sendo estabelecida, baseada em novos modelos de meios de pagamento e formas mais inovadoras de compra e venda no varejo, ao mesmo tempo que geram diferenciais têm o potencial de fomentar ainda mais a competição no setor – o que já estamos presenciando com o crescimento na abertura de novos negócios digitais durante a pandemia.

 

7. Novos modelos de venda

A valorização da conveniência por parte do usuário se reflete no crescimento – tanto no volume de lançamento quanto na adesão dos consumidores – de aplicativos ou de novas aplicações dentro de produtos já existentes. Assim, os negócios têm a capacidade de ampliar o atendimento remoto aos clientes.

Com um Marketplace de Serviços, por exemplo, uma empresa pode oferecer a comodidade da contratação de serviços essenciais ou produtos digitais desejados dentro do seu próprio app, os colocando na palma da mão do cliente.

No varejo, isso representa uma ampliação valiosa de pontos de contato e o estreitamento do relacionamento com o cliente, além de uma oportunidade para a aquisição de novos consumidores.

 

8. Impacto nas lojas físicas

O crescimento do comércio online forçou a reavaliação por parte dos varejistas sobre o papel de suas lojas, provocando uma reinvenção dos pontos de venda. No pós-pandemia, a experiência de compra física vai precisar agregar ainda mais valor aos consumidores

O que deve acontecer é a consolidação de um modelo cada vez mais híbrido entre o digital e o físico. Segundo o report Pós-NRF 2021, as lojas devem assumir o papel de hubs logísticos e de serviços, servindo como plataformas de fulfillment para vendas digitais.

A evolução das soluções de autoatendimento também é um fator muito importante para o sucesso do varejo físico, pois as pessoas buscam cada vez mais autonomia, agilidade e uma experiência próxima à vivida no ambiente digital.

 

9. Soluções antifraude para proteger transações no varejo

Ao passo que a pandemia acelerou as tendências digitais, ela é também, de certa forma, responsável pelo crescimento de tentativas de fraudes em meios de pagamento e transações online.

O aumento na circulação de dados, pagamentos instantâneos e transferências digitais é proporcional à segurança que as empresas varejistas devem incorporar aos seus sistemas.

 

10. Transformação cultural do varejo

A disrupção do setor só irá acontecer plenamente quando houver uma mudança de pensamento e de comportamento dentro das empresas, para que a evolução tecnológica seja intrínseca, saindo do papel.  

As empresas que atendem o varejo devem desenvolver soluções que sejam aplicáveis à realidade nacional e que possam ser absorvidas sem atrito e com agilidade, para que se tornem parte da cultura de determinada rede varejista.

Esse movimento auxilia as organizações do setor a liderarem evoluções em seus modelos de atuação, fomentando a concorrência e contribuindo para o crescimento do mercado.

A boa notícia é que muitas redes varejistas já compreenderam que a transformação acontece de dentro para fora e estão caminhando em direção à mudança cultural – por isso, fechamos assim a nossa lista de tendências do varejo.

 

Fonte: Conductor