Com Selic em alta, juros sobem novamente em setembro
image

Com Selic em alta, juros sobem novamente em setembro

Em setembro de 2021, o estoque total de crédito do sistema financeiro nacional (incluindo recursos livres e direcionados) teve aumento de 2,0% em relação ao mês anterior. Já na comparação com setembro de 2020 houve avanço de 16,0%, igualando a taxa verificada no mês anterior. Com isso, o saldo totalizou R$ 4,4 trilhões, conforme divulgado pelo Banco Central. Como proporção do PIB, o montante total de crédito atingiu 52,9%.

 

As concessões de crédito livre tiveram variação de 3,5% em setembro na comparação com agosto, na série com ajuste sazonal, enquanto novos empréstimos com recursos direcionados tiveram variação de -0,4%. Em relação a setembro de 2020, as concessões com recursos livres tiveram aumento de 27,4%, com aumento de 35,1% para empresas e variação de 20,5% para famílias. No acumulado em 12 meses, as concessões tiveram aumento de 12,9%, com alta de 10,0% para pessoa jurídica, e variação de 15,7% para pessoa física.

 

A taxa média de juros para as operações de crédito com recursos livres teve variação de 0,7 p.p. em setembro, registrando 30,6% a.a., com alta de 0,9 p.p. na taxa às empresas (17,1%) e de 0,5 p.p. na taxa às famílias em 41,3%. A inadimplência superior a 90 dias, também para as operações com recursos livres, ficou estável em relação ao mês para as empresas, ficando em 1,6%, e para as famílias passou de 4,2% para 4,3%.

 

Com o ciclo de alta da Selic, que teve início em março deste ano depois de ficar sete meses em seu patamar mínimo (2,0% a.a.) altamente estimulativo, as taxas de juros com recursos livres tiveram nova alta, marcando em setembro as maiores taxas desde abril de 2020 – mas ainda ficam bem abaixo dos picos registrados em 2016 (em que a Selic se encontrava em 14,25% a.a.). Cabe notar, como se tem destacado, que esse movimento reflete os custos maiores de captação dos bancos com a alta da taxa básica de juros, enquanto outros fatores que impactam o preço do crédito têm contribuição ainda limitada, como a inadimplência, que seguiu controlada.

 

Fonte: Fecomério-RS

image