Varejo surpreende positivamente em fevereiro
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Varejo surpreende positivamente em fevereiro

Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, o Varejo Restrito brasileiro teve variação de 1,1% no volume de vendas no mês de fevereiro, na série que considera o ajuste sazonal. A pesquisa que investiga empresas varejistas com 20 pessoas ocupadas ou mais, revisou a alta de janeiro de 0,8% para 2,1%, também na série com o ajuste. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a PMC teve, em fevereiro, alta de 1,3% na série que desconsidera o ajuste (em janeiro havia registrado queda de 1,5%). Esse resultado interrompeu uma sequência de 6 quedas consecutivas nessa base de comparação. Com o resultado de fevereiro, o varejo restrito brasileiro acumulou variação de 1,7% em 12 meses (em janeiro foi de 1,3%) e se encontra 1,2% acima do nível pré-pandemia.

 

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de 1,1%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de fevereiro do ano passado, houve aumento de 8,6%. Com esses resultados, o varejo gaúcho teve alta de 5,6% no acumulado em 12 meses. Em relação ao período pré-pandemia, o indicador encontra-se 0,3% mais baixo.

 

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, foi verificada alta de 2,0% ante o mês anterior para o Brasil (BR) e de 2,4% para o RS. Em relação a fevereiro de 2021, houve aumento de 0,3% no país e de 3,3% no estado. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses alta de 4,8% no país e de 5,8% no Rio Grande do Sul.

 

A alta de 8,6% no caso do Rio Grande do Sul na comparação com janeiro de 2021 foi resultado de 6 altas e 2 quedas na desagregação das atividades investigadas. Os segmentos de Livros, Jornais, Revistas e papelaria (84,0%), Tecidos, vestuário e calçados (20,6%), Combustíveis e Lubrificantes (13,4%), Outros Artigos de uso pessoal¹ (10,9%), Hipermercados, Supermercados, Prod. Alimentícios, bebidas e fumo (9,0%) e Artigos Farmacêuticos (8,0%) registraram altas. Do lado das perdas ficaram Materiais de Escritório e Informática (-20,9%), e Móveis e eletrodomésticos (-6,7%). No Varejo Ampliado, a atividade de Veículos, Motos, Partes e Peças teve baixa de 9,1% e registrou variação de 9,5% no acumulado em 12 meses. Já Materiais de Construção apresentou queda nas vendas de 10,2%, fechando no acumulado em 12 meses com avanço de 1,5%.

 

O mês de fevereiro veio como uma surpresa positiva. Tanto para o Brasil quanto para o RS, o resultado superou as expectativas. Segundo o IBGE, depois de um final de ano fraco, o varejo apostou na estratégia de promoções no início do ano para impulsionar as vendas. Todavia, os dados de fevereiro não mudam as expectativas para o ano corrente. A inflação alta corrói o poder de compra das famílias e os juros altos passam a funcionar como freios a tomada de novos créditos bem como comprometem maior parcela da renda com dívidas antigas (especialmente se tomadas em taxas variáveis).

 

¹ O grupo contempla: comércio varejista não-especializado sem predominância de produtos alimentícios, em estabelecimentos que oferecem variedade de linhas de mercadorias; o comércio varejista realizado em lojas de departamentos; Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto informática e comunicação; Comércio varejista de artigos recreativos e esportivos; Comércio varejista de artigos de óptica; Comércio varejista de joias e relógios; Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente.

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