Saiba quais são os três pontos que podem evitar erros ao fazer a pre
image

Saiba quais são os três pontos que podem evitar erros ao fazer a precificação

O markup é importante, mas é necessário ir além

 

A formação de preço é uma das principais atividades estratégicas de qualquer negócio. A precificação precisa ser feita de forma inteligente e estruturada. Para o fundador da Precifica, Ricardo Ramos, um equívoco comum é adotar somente o markup para determinar o preço de venda. O markup é um índice importante a ser considerado na composição do preço, mas não deve ser utilizado isoladamente.

 

De acordo com o executivo, esta é uma forma usual de fazer a precificação, mas deixa de considerar fatores-chave. É necessário ter atenção a três pontos muito relevantes para não cair em erros ao fazer a precificação. São eles:

 

1 – A estrutura o cálculo do preço – a forma como somamos ao custo da mercadoria vendida (CMV) à margem de contribuição desejada e às despesas sobre a venda, tais como impostos, comissões, despesas e provisões financeiras, etc. Neste passo, é necessário ter em mente que, caso pretenda conceder desconto sobre o preço de venda, sua margem de contribuição será imediatamente reduzida numa proporção superior ao desconto aplicado.  

 

2 - Distinção entre markup e margem de contribuição, pois não são a mesma coisa – enquanto o markup representa um fator multiplicador sobre o CMV para chegar ao preço de venda, a margem de contribuição indica o quanto do preço de venda – após a dedução das despesas como impostos e comissões – sobra para contribuir com o pagamento das despesas do negócio. Logo, a margem de um produto é na prática muito inferior ao seu markup.  

 

3 - Outro ponto relevante é a correta relação das despesas variáveis utilizadas para formar o preço de venda – é importante ser muito criteriosos ao fazer essa relação, pois ela tem impacto direto sobre o preço de venda obtido.  Precisa entender muito bem e diferenciar quais são os custos – valores exclusivamente devidos a cada venda do produto, e despesas – gastos que são devidos independentemente da venda ou não do produto.  É preciso listar e considerar como despesas variáveis todos os impostos, todas as despesas financeiras, as comissões, as taxas de intermediação entre outros itens, pois, se não forem lançadas, essas despesas variáveis sobre vendas acabam se transformando numa surpresa negativa, influenciando criticamente o resultado final do negócio.  

 

O executivo ressalta ainda que se deve usar sempre a mesma estrutura de cálculo para evitar erros durante a precificação do produto. Além disso, é necessário verificar periodicamente a relação de despesas variáveis ligadas ao dia a dia da empresa, pois é comum se esquecer de relacionar alguma delas no preço do produto.  

 

“Nunca adicione uma despesa variável ao preço final do produto. Elas têm de ser sempre adicionadas dentro da estrutura de cálculo do preço de venda. Ao organizar-se dessa forma, você garante que a sua formação de preço está calculada de forma correta, o que garantidamente contribuirá para o sucesso do seu negócio”, conclui Ramos.