Pesquisa da Fecomércio-RS aponta para novo recorde de famílias endiv
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Pesquisa da Fecomércio-RS aponta para novo recorde de famílias endividadas

Os resultados da PEIC de janeiro ressaltam maiores dificuldades das famílias de renda menor para manter as contas em dia

 

A primeira edição de 2022 da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores Gaúchos (PEIC-RS) trouxe um novo recorde para o percentual de famílias endividadas. Divulgada pela Fecomércio-RS nesta segunda-feira, dia 12, a PEIC-RS registrou em 91,9% o percentual de famílias endividadas do Rio Grande do Sul. O resultado superou o recorde anteriormente estabelecido no mês de dezembro (88,7%). O percentual de famílias que se considera muito endividada também teve aumento na passagem do mês: em dezembro esse percentual era de 20,9% e em janeiro marcou 23,3%, o maior resultado desde outubro de 2017.

 

Houve aumento também no indicador de famílias com contas em atraso. Em janeiro, o indicador registrou 29,0% e atingiu o maior percentual desde outubro de 2020. Em dezembro passado o percentual foi de 26,8% e em janeiro de 2021 de 25,8%. Os dados demonstram que a alta tem sido mais influenciada pelas famílias que recebem menos de dez salários mínimos de renda mensal. Para essas famílias, se comparado com o mesmo período do ano anterior, o percentual vai de 28,9% (janeiro de 2021) para 34,9% em (janeiro de 2022). No caso das famílias que recebem mais de de renda mensal o movimento é oposto, tendo o percentual ido de 14,7% (janeiro de dez salários mínimos 2021) para 6,5% em (janeiro de 2022).

 

Apesar da alta do endividamento e também das famílias com contas em atraso, o indicador de famílias que afirma não ter condições de quitar suas dívidas atrasadas dentro dos próximos 30 dias atingiu nova mínima da série histórica, indicando o grande empenho e esforço das famílias em pagar suas dívidas. Ao registrar 2,1% o resultado refletiu uma redução na margem para as famílias de menor renda de 3,5% para 3,2%, ao passo que para as famílias que ganham mais de dez salários mínimos houve estabilidade em 0,0%, com nenhuma resposta deste agrupo apontando a condição de inadimplência persistente.

 

“A PEIC tem nos mostrado a importância do crédito para a manutenção da capacidade de pagamento e consumo das famílias diante dos desafios impostos por orçamentos comprimidos pela inflação, renda estagnada e juros em elevação. Apesar do grande esforço para manter as contas em dia, os resultados têm apontando para um número crescente de famílias com dificuldades, reforçando o alerta sobre a trajetória da inadimplência nos próximos meses diante do cenário atual”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

 

Acesse aqui a Análise Completa da PEIC.