O dia em que o Pix fez história (de novo)  
 

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, bateu um recorde monumental na sexta-feira, 5 de dezembro: foram 313,3 milhões de transações em apenas 24 horas, somando R$ 179,9 bilhões movimentados. 

É a primeira vez desde 2020 que o sistema ultrapassa a marca de 300 milhões de operações diárias — um novo patamar para a infraestrutura que, na prática, virou o motor da economia brasileira. 
O salto aconteceu no quinto dia útil do mês, quando salários caem e o país inteiro se movimenta financeiramente. Para o Banco Central, o recado é claro: 

“O resultado demonstra a importância do Pix como infraestrutura digital pública para o funcionamento da economia nacional.” 

Recorde atrás de recorde: a escalada não para 


O marco desta semana não veio sozinho. Uma semana antes, em 28 de novembro, o Pix já havia estabelecido um novo topo: 297,4 milhões de transações e R$ 166,2 bilhões movimentados — impulsionados pela combinação explosiva de Black Friday + primeira parcela do 13º salário. 

Antes disso, o recorde pertencia a 5 de setembro, com 290 milhões de operações. A sequência de rompimentos mostra um sistema em franca aceleração. O Pix completou cinco anos em novembro e já reúne 178,9 milhões de usuários, sendo: 

  • 162,3 milhões de pessoas físicas
  • 16,6 milhões de empresas 


É praticamente o país inteiro plugado na mesma infraestrutura. 

O Pix não é mais um meio de pagamento — é um comportamento 


Desde 2020, o Pix deixou de ser uma alternativa e virou o padrão. Em 2024, movimentou R$ 26,4 trilhões. Em 2025, até outubro, já somava R$ 28 trilhões. Hoje, 76,4% da população brasileira usa o sistema — superando cartão de débito e dinheiro vivo. 

Mais do que conveniência, o Pix é inclusão financeira em escala nacional. Milhões de brasileiros que nunca tiveram cartão ou acesso a crédito agora participam de um sistema financeiro digital, grátis, instantâneo e 24/7. 

No cenário global, o Brasil já ocupa o segundo lugar entre os maiores sistemas de pagamentos instantâneos do mundo — atrás apenas da Índia. Um feito para um sistema que mal completou meia década. 

Por que isso importa agora 
O novo recorde não é apenas estatístico. Ele confirma uma tendência irreversível: 

  • o Brasil está se tornando referência mundial em pagamentos digitais. 


Com mais gente usando o Pix como base de sua vida financeira — de compras do dia a dia a grandes operações — o país acelera rumo a uma economia mais rápida, integrada e eficiente. 

E se os últimos meses indicam alguma coisa, é que o próximo recorde já está no radar.